A disfluência ou disfemia, conhecida popularmente como gagueira, é um problema de fala comum, com uma incidência de 5% na população brasileira (cerca de 192 milhões de pessoas) e prevalência de 1% (um milhão e 917 mil brasileiros), que gaguejam de maneira persistência, crônica.
Os sintomas da gagueira são repetições de sons, sílabas, palavras, prolongamentos, bloqueios e pausas. Eles podem vir acompanhados de movimentos faciais e/ou corporais, que geram tensão e esforço ao falar (como por exemplo, piscar os olhos ou bater os pés enquanto fala).
A gagueira não é causada por fatores emocionais, embora as emoções possam contribuir para piorar ou melhorar o problema de fala em determinadas situações. A gagueira é causada por herança genética ou lesão cerebral. Essas predisposições alteram a maneira como o cérebro processa a fala espontânea.
O IBF – Instituto Brasileiro de Fluência lista na sua página da internet as principais opções de tratamento para a gagueira. Clique aqui e saiba mais.
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A gagueira é um dos distúrbios mais terríveis do mundo… Tenho 17 anos e comecei a gaguejar desde os 9, depois de um traumatismo craniano sofrido em um acidente de carro. Ao longo da adolescência, tive vontade de morrer diversas vezes. Ninguém te respeita, todos te tratam com desprezo, ninguém ouve com atenção o que você tem a dizer, ninguém leva a sério suas opiniões, menosprezam sua inteligência, ficam achando que você tem algum desequilíbrio emocional só porque gagueja, ficam julgando sua personalidade a partir do seu modo de falar. É horrível…
Eu queria que as pessoas parassem de ver a gagueira como algo engraçado e tomassem consciência do quanto isso pode destruir a vida de alguém, como destruiu a minha. Em minha adolescência houve vários momentos em que cheguei a cogitar o suicídio como uma alternativa atraente diante do inferno que virou a minha vida desde o acidente.
Queria muito ter encontrado ajuda real e solidariedade para o meu problema, mas até hoje só encontrei preconceito, piadas, rejeição e menosprezo.
Carolina, obrigado pela participação.
Com certeza esta ainda é a realidade de diversos portadores da gagueira, que sofrem com o preconceito, piadas e rejeição.
Um dos objetivos da nossa comunidade é ajudar na luta contra este desrespeito, informando e conscientizando as pessoas.
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Assim vamos evoluindo em nossa luta, pouco a pouco.
Oi Carolina como vai tudo bem? também sofro desse mal, tudo o que você falou é exatamente o que acontece comigo, gostaria de compartilhar experiências com uma pessoa que tem o mesmo problema que eu me add marcio_wi2@hotmail.com
Bom Dia a todos. Eu começei a gaguejar desde pequena, fui no médico e ele encaminhou para fazer tratamento com fonoaudióloga e psicóloga. Este tratamento me ajudou bastante, pois além de melhorar a auto-estima hoje gaguejo muito pouco, principalmente gaguejo em situações novas, e depois que me familiarizo com a situação somente às vezes. É curioso perceber que é um ato involuntário, contra a sua vontade. Já cheguei a tomar remédio para ansiedade, pensando que existe pílula mágica, acredite não vale a pena. Penso que temos que aceitar do jeito que somos, pois a tantas diferenças no mundo. Hoje com 36 anos, sou espírita (Alan Kardec), casada, funcionária pública e conclui a Faculdade de Serviço Social. A vida só dá limites a você, quando você mesmo impõe estes limites, abraços
Meu nome é Daniel Coelho, também tenho este problema, sou Engenheiro Civil, vcs não sabem o que eu passo com isso. me add no msn todos vcs coelhoing4@gmail.com.
Olá! sou Rosenilda, e as vezes quero me enfiar em um buraco para nunca mais sair por causa da gagueira. Meu sonho é poder um dia comprar o aparelho (SpeechEasy) para poder ser um pouco feliz.
Rosenilda, sugerimos que procure um fonoaudíólogo especializado em gagueira na sua região. Com relação ao SpeechEasy, você pode entrar em contato com a Microsom através do e-mail sac@speecheasy.com.br para saber mais informações sobre como adquirir o aparelho. Sabemos que existem algumas condições especiais de parcelamento para facilitar.
Achei a matéria extremamente importante para nós que sofremos desse trauma. É a primeira vez que leio sobre a gagueira sem tom de piada e humilhação… Muitos se oferecem a “ajudar” somente para dar palpite… outros que se dizem amigos, completam nossas frases e nos deixam ainda mais constrangidos… Parabens pela matéria. Meu contato é heloizza@hotmail.com.
Fantástico, ssntaeo e exato. Fazia tempo que não lia um post tão bacana. O AC já é um dos meus blogs preferidos.
Alguem sabe quanto custa esse aparelho? Speechasy?
Abraços a todos
Olá Paulo Henrique, obrigado pela sua participação.
Para mais informações sobre o Speecheasy indicamos que entre em contato diretamente com o representante oficial: Microsom, 11 2789-2400 – R. Francisco Marengo, 941/947 – Tatuapé, São Paulo – SP
Nossa Carol, assino em beaixo noque vc disse, sou gago tb e já sofri muito com isso, rejeição por parte de mulheres pricipalmente.,minha gagueira é esporadica isto é as vezes!
Tem hora que falo normalmente, basta um hã?????? do interlocutor pra eu gaguejar!